Salário competitivo deixou de ser suficiente, sozinho, para reter um colaborador. Pesquisas de clima e engajamento mostram uma mudança de prioridade: segurança em relação à própria saúde e à da família passou a pesar tanto quanto remuneração na decisão de permanecer numa empresa, especialmente entre profissionais que já passaram por alguma instabilidade recente na carreira.
O que mudou na retenção de talentos nos últimos anos?
Colaboradores passaram a considerar o pacote de suporte oferecido pela empresa como parte central da proposta de valor, não como diferencial acessório. Isso inclui flexibilidade, mas também acesso facilitado a cuidados de saúde para o próprio colaborador e, cada vez mais, para a família dele.
Salário ainda é o principal motivo para permanecer numa empresa?
Segue sendo um fator determinante, mas raramente decide sozinho. Em empresas com salários equivalentes, o benefício que resolve um problema real do dia a dia — como acesso rápido a atendimento médico — costuma pesar mais na decisão de ficar do que um aumento pontual.
Por que plano de assistência à saúde pesa mais do que outros benefícios na retenção?
Porque resolve uma preocupação concreta e recorrente. Vale-cultura ou day off, por exemplo, são bem recebidos, mas não substituem a tranquilidade de saber que existe um caminho rápido para cuidar de saúde quando algo acontece — com o colaborador ou com alguém da família dele.
Como saber se o pacote de benefícios da empresa está desatualizado?
- A empresa nunca revisou o pacote de benefícios nos últimos dois anos
- O colaborador reclama de burocracia para usar algum benefício existente
- Não há nenhum benefício relacionado a saúde além do que é obrigatório por lei
- A empresa perde candidatos qualificados na etapa final do processo seletivo
Leia também:
- O que é assistência à saúde empresarial (e como ela difere do plano de saúde regulado pela ANS)
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Perguntas frequentes
Segue sendo importante, mas raramente decide sozinho. Benefícios que resolvem problemas reais do dia a dia, como acesso a saúde, pesam cada vez mais na decisão.
Porque resolve uma preocupação concreta e recorrente, diferente de benefícios pontuais que não endereçam uma necessidade contínua do colaborador.
Sinais comuns incluem reclamação de burocracia para usar benefícios, ausência de qualquer suporte de saúde além do obrigatório, e perda de candidatos na etapa final do processo seletivo.
